INÊS VARGEM

CEO / Digital Marketing Specialist

Inês é o nome que mais ouvimos e pelo que mais chamamos, durante o dia, por estar em várias frentes, ao mesmo tempo. Bem, na verdade, não ouvimos só “Inês”. Fica a saber, nesta entrevista, por que outros nomes ela é conhecida!

Uma imagem de infância que não esqueces.

Quando brincava com o meu tio, que, para mim, foi um avô materno. Ele era um inventor. Tudo criava, tudo fazia com meia dúzia de ferramentas, um pedaço de madeira e umas redes. Eu achava aquilo fascinante e ficava com ele, a ajudá-lo e a fazer perguntas sobre as ferramentas que ele usava. Ele tinha uma paciência gigante para mim. 

Descreve a Inês dessa altura.

O que tenho mais presente, na memória, era que gostava muito de brincar no exterior da minha casa. Criava e recriava brincadeiras com um intuito profissional, sempre com um contexto. Criava escritórios, bibliotecas. Lembro-me de imaginar que era uma leiteira. Quando entrei para a escola primária, as brincadeiras passavam por trabalhos que envolvesse papéis, organizar pastas. Cheguei a criar carimbos em gesso. Fantasiava, sim, mas sempre com um propósito. Ao fim ao cabo, era uma inventora também. 

Uma asneira que fizeste na adolescência ou enquanto estudante universitária.

Na pré-adolescência, surgiram umas linhas da amizade, na TVI. Uma amiga minha e eu fomos impactadas pela publicidade dessas linhas, sobretudo na parte da tarde. Resolvemos ligar para perceber o que era aquilo, sem ter a noção de que tinha custos elevadíssimos. No primeiro mês, vieram 60 contos de telefone para pagar e, no mês a seguir, mais 20 e tal contos (o que equivale a 400 euros). Ligávamos vezes sem conta, porque, cada vez que ligávamos, fingíamos ser uma pessoa diferente.

Os teus amigos ou colegas tratam-te por alguma alcunha?

O meu pai arranjou-me nomes, que foram sendo mutáveis e depois o Pedro também me arranjou alcunhas. Quando era pequena, o meu pai chamava-me “Buzina” e a minha mãe batizou-me de “Carochinha”. Depois, o meu pai passou a chamar-me “Bezunta” e,  agora, é “Zabel”. O Pedro começou a chamar-me “Zabila”, depois “Bi”. 

Uma coisa para a qual não tens jeito nenhum.

Essa é difícil, porque eu tenho jeito para muita coisa. Eu acabo por fazer e por desenrascar-me. Tenho sempre a predisposição para experimentar e aprender a fazer, quando não sei fazer algo. 

Uma receita que te sai sempre bem.

Patê de atum. 

Um sítio que revisitas com frequência.

Barranco dos Pisões e Caldas de Monchique. Posso ir lá vezes sem conta e não me aborreço. 

Três viagens que fazem parte da tua wish-list.

Japão, China e um país de África, com o intuito de fazer voluntariado. É algo que gostava de cumprir na minha vid

Uma pessoa, anónima ou famosa, para ir contigo em cada uma dessas viagens.

A minha escolha é sempre a mesma. Iria à China e ao Japão com o Pedro. Para África, iria com a minha amiga Daniela Faria, porque sei que tem o mesmo propósito. 

Um ritual de domingo.

Fazer panquecas para a minha filha. 

O António pergunta*: “Se fosses uma personagem histórica, quem serias?”

Não sou fã de história, tenho referências, mas nenhuma que me fascine ao ponto de escolher a sua vida para viver, até porque gosto de ser eu própri

Deixa uma pergunta para o colega que se segue*.

Se, há 5 anos, te dissessem que hoje estarias aqui, a fazer o que estás a fazer, acreditarias e o porquê de acreditares ou não? 

*As entrevistas aos elementos da equipa da LCPA foram realizadas por ordem aleatória. No final, cada um foi desafiado a deixar uma pergunta para o colega que se seguia.